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29/01/2010 - 08:26:19

Desemprego na RMF é o menor dos últimos nove meses

 07/02/2012
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A taxa é a menor desde que a pesquisa passou a ser feita na RMF. Esse desempenho foi o segundo melhor do Brasil.



A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) diminuiu pelo nono mês consecutivo e ficou em 9,6% da população economicamente ativa – PEA, em dezembro, abaixo dos 9,8% registrados em novembro de 2009. A taxa é a menor desde quando a pesquisa passou a ser divulgada na Região, em dezembro de 2008, quando o desemprego atingia 11,8% da PEA.

Esse percentual é o segundo menor do Brasil, ficando apenas maior que o da Região Metropolitana de Porto Alegre que apresentou 9,4%, mas bem inferior ao da RM de Salvador (17%), do Distrito federal (14,5%), do Recife (17,5%), de São paulo (11,9%) e de Belo Horizonte (9,8%), que foi a única Região Metropolitana do Brasil, das cidades pesquisadas, que apresentou acréscimo no número de desempregados.
 
O nível de desemprego na RMF foi reduzindo praticamente o ano inteiro, dado que a trajetória de queda fora iniciada desde abril, mesmo com as pequenas variações que ocorreram no primeiro semestre do ano. Os números são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) na Região Metropolitana de Fortaleza, divulgada nesta quinta-feira (28), pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) e do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).
 
A diminuição do desemprego contemplou os trabalhadores das mais diferentes características pessoais, independentemente do sexo, faixa etária e posição no domicílio. A taxa de desemprego das mulheres passou de 11,6% para 11,2%, a dos homens de 8,3% para 8,1%, entre novembro e dezembro de 2009. Segundo a faixa etária, o desemprego caiu de 19,6% para 18,8% entre os jovens de 18 a 24 anos, assim como entre as pessoas de 25 a 39 anos, de 8,8% para 8,2%, no mesmo período.
 
Apesar da queda do desemprego, o nível de ocupação interrompeu a trajetória de crescimento observada desde junho com a eliminação de 2 mil vagas, atingindo um contingente estimado de 1.578 mil ocupados em dezembro de 2009. Setorialmente, foram eliminados 15 mil postos de trabalho nos serviços e 2 mil na indústria. Contrabalanceando essas perdas, foram geradas 12 mil vagas na construção civil e 4 mil no comércio.
 
O rendimento médio ficou em R$ 779, no mês de novembro, queda de 4,0% em relação a outubro de 2009, uma vez que a pesquisa leva em consideração o rendimento anterior ao da coleta dos dados.
 
Nos últimos 12 meses
 
Comparando dezembro de 2009 com dezembro de 2008, constata-se que a taxa de desemprego total diminuiu de 11,8% da PEA para os atuais 9,6%. Ademais, 38 mil pessoas deixaram a situação de desemprego (-18,4%), resultado da criação de 42 mil postos de trabalho, número superior ao das pessoas que passaram a integrar a força de trabalho da RMF (4 mil).
Ainda em relação ao período, diminuíram as taxas de desemprego total das mulheres (de 14,1% para 11,2%), dos homens (de 9,9% para 8,1%), dos jovens de 18 a 24 anos (de 23,5% para 18,8%), e das pessoas de 25 a 39 anos (de 9,8% para 8,2%). Também caiu a taxa de desemprego total entre os chefes de domicílio (de 5,6% para 4,8%) e os demais membros (de 16,2% para 12,9%).
Registra-se ainda um crescimento de 2,7% do nível de ocupação, resultado do desempenho positivo da indústria de transformação, onde foram gerados 26 mil postos de trabalho. Do setor serviços, 19 mil novas ocupações, da construção civil, 9 mil, e do comércio, 8 mil. O agregado outros setores eliminou 20 mil postos de trabalho.
Quanto à posição na ocupação, nos últimos doze meses, destaca-se a ampliação do assalariamento total (35 mil postos), decorrência do crescimento do emprego no setor privado (29 mil) e, em menor medida, no setor público (6 mil). No segmento privado aumentou o emprego com carteira assinada (44 mil ou 8,7%) – categoria que apresentou variação positiva em nove dos doze meses do ano – e reduziu-se em 15 mil os empregos assalariados sem carteira (-6,4%).
Houve crescimento entre os autônomos (26 mil ou 6,3%) e eliminação de ocupações no emprego doméstico (-12 mil ou -7,9%) e no segmento demais posições (-7 mil ou -7,4%). O rendimento médio do trabalhador acumulou ganho real de 3,1%, ao passar de R$ 756 para R$ 779, no comparativo entre novembro de 2008 e 2009.
28.01.2010.
(IDT)
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