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18/02/2010 - 07:15:09
26 pessoas na fila de espera por leito de UTI no IJF
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Médicos do IJF estimam que os atendimentos realizados na Emergência durante o Carnaval diminuíram.
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Os corredores cheios de macas, transformados em enfermarias exibem uma situação que se estende há alguns anos no Instituto Dr. José Frota (IJF), mas a gravidade dos casos que chegam ao hospital é o que preocupa os médicos chefes de plantão na Emergência. Quanto mais graves, maior a necessidade de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), que ainda são em número inferior a demanda.
Na tarde de ontem, 26 pessoas aguardavam vagas em leitos de UTI somente no IJF. Dessas, 22 encontram-se na Área de Risco 1, ala adaptada para atender pacientes com risco eminente de morte.
Para desafogar as UTIs, os médicos enviam os pacientes que se encontram em melhor estado para outras áreas do hospital: os critérios são o grau de sofrimento, evolução de quadro clínico e condições de sobrevivência dos pacientes.
De acordo com o chefe de uma das equipes de plantão, José Soares, a maioria das pessoas que se encontra na Área de Risco 1 a espera de leitos de UTI, apresenta politraumatismos, traumatismos cranianos, ou seja, são casos graves que demandam muito tempo de internação, em média 20 dias. Por isso, a dificuldade em transferir pacientes para a enfermaria.
Ainda de acordo com o médico plantonista, na tarde de ontem, só havia duas possibilidades de surgimento de vaga na UTI por melhora de quadro clínico dos pacientes.
A lista de espera por leitos de UTI nas demais unidades de saúde só poderá ser divulgada hoje, informou a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Para o médico José Soares, a disponibilidade de novos leitos de UTI em outras unidades da rede é bastante necessária, como por exemplo, no Frotinha da Parangaba, até mesmo porque a capacidade física do IJF já está sendo aproveitada em seus limites. "A não ser que construam na área que hoje funciona o estacionamento", indicou.
Na tarde de ontem, foi possível ver as áreas vermelha e amarela do Frotão com uma expressiva quantidade de leitos pelos corredores. Junto a alguns deles, havia uma cadeira para acompanhantes, mas em outros não. Mesmo com uma significativa lista de espera por leitos, o feriadão do Carnaval foi considerado tranquilo pelos médicos do plantão, em relação ao registrado em anos anteriores.
Até as 7 horas da manhã de ontem, 17, 1.190 pessoas deram entrada no hospital, enquanto nos últimos cinco anos, os números variavam entre 1.900 e 1.600 atendimentos.
O balanço oficial de atendimentos, totalizados até o último dia do período carnavalesco, será divulgado hoje pela manhã.
Acidentes de trânsito
Os pacientes envolvidos em acidente de moto continuam liderando o número de atendimentos. Nos quatro dias de Carnaval foram 114 registros.
Quedas por embriaguez, ou seja, da própria altura, também foram notificadas, totalizando 81 casos, assim como atropelamentos, que chegaram a 77.
O médico chefe do plantão não pode divulgar a totalidade de mortes no período, mas afirma que muitos casos foram relativos à agressões e outras ocorrências violentas. Até o meio dia de ontem, havia 32 pessoas feridas por armas de fogo e 24 por arma branca.
No período carnavalesco, 35 médicos se revezaram no setor de emergência do hospital, em plantões de 12 horas.
Como medida preventiva, o IJF fez um mutirão de cirurgias traumatológicas com o objetivo de desafogar leitos, gerar rotatividade e reduzir o número de pacientes internados.
MOMINO
Centros de saúde não funcionaram no período
Mesmo com a divulgação por parte da Secretaria de Saúde do Município de que os centros de saúde não abririam para atendimento no período de Carnaval e na quarta-feira de Cinzas, ontem, o Centro de Saúde Paulo Marcelo Rodrigues, localizado na Rua 25 de Março, abriu desde 8 horas às 18 hs.
O funcionamento foi parcial, pois estava sendo feito o atendimento apenas no setor de vacinação. Para o comerciário Ricardo Araújo, 45 anos, residente no Henrique Jorge, e sua filha Brena Maria, a abertura do posto foi providencial. Os dois foram mordidos por um gato e tiveram que tomar a vacina antirrábica e antitetânica. "Fui tirar um gato de uma árvore e ele nos mordeu", conta Araújo. Até as 10 horas, 20 pessoas haviam comparecido ao local.
O trabalhador da construção civil Aloísio Fernandes Filho, 52 anos, que, na manhã de ontem, foi ao Centro de Saúde Santa Liduína, na Rua João Bosco, no Parque Araxá, reclamou do fechamento. "Isso aqui deveria funcionar todos os dias, pois o cidadão pode sofrer um acidente e não ter tempo de se deslocar até um hospital".
A assessora de imprensa da Secretaria de Saúde, Lena Ximenes, esclarece que os postos só funcionam nos horários comercial e administrativo, de segunda-feira a sexta-feira. "Já fizemos uma experiência com a abertura dos centros de saúde nos feriados e a demanda foi ínfima", afirmou.
JANAYDE GONÇALVES
REPÓRTER Diário do Nordeste
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