Talvez também pela insatisfação das etnias. Não se pode atribuir à genética dos ascendentes a índole assassina que paira em alguns descendentes, cuja dubiedade de comportamento, em grande parte, contraria o caráter e formação dos pais; o abalo psicológico se equipara ao da família das vítimas.
Tais procedimentos marginais, aos quais a sociedade não se pode submeter, parecem-nos ser culturais. Cada um de nós, a seu modo, que tome suas precauções. Não é fácil; é preocupante.
As vítimas imploram justiça e segurança, mas nem todos os gestores com mandatos são omissos aos assaltos e vandalismo do bem público. Nenhum governo conseguirá erradicar a bandidagem. Com medidas preventivas, associadas às ostensivas e inteligência, gera a inibição, fazendo os meliantes pensarem duas vezes e até desistirem da ação deliquente.
O Ceará, hoje, já merece servir de paradigma a outras circunscrições estaduais, com respeito à segurança, bem assim a nossa Sobral a outros municípios. Não é demais citar os dois jovens, sensatos, Cid Gomes e Leônidas Cristino, respectivamente, gestores do Estado e de Sobral.
Com mentalidade futurista, trabalham em prol de nós todos, com cautela e pertinácia, percebendo-se as ações corretas sem compactuarem com atitudes impunes à bandidagem. Suas determinações bem pensadas são de contenção às periculosidades criminosas que tanto atemorizam a sociedade.
Não seria ético e prudente, fardar um jovem despreparado e jogar à sanha dos predadores sociais e calculistas. Piorava a situação. Daí por que a habilidade e prudência vêm sendo o rótulo das duas gestões, haja vista que, em Sobral, a Guarda Municipal, com mais 100 novos integrantes, de ambos os sexos, engajados à Turma dos Guardas Mirins, bem instruídos por Jorge Vasconcelos Trindade, fez o município contar com 1.000 adolescentes de escolas públicas, capacitados em defesa de nossa sociedade e por esta bem acatada, tendo em vista ainda o afastamento dos males que assolam a periferia urbana. Recebem a supervisão e apoio do 3º BPM. Não podemos esquecer o ex-vereador Rodolfo Basílio, autor do projeto. Merecia a reeleição.
Na Capital, no início, houve críticas infundadas às Hiluxs do Ronda do Quarteirão. Tais negativistas não percebem que os bandidos são os mais bem equipados em novos e possantes veículos, ainda que roubados, além do arsenal bélico, compatível com as forças armadas. Queriam o quê? Que nossos policiais continuassem em carros frágeis e sucateados? Acordemos para a realidade atual.
O Ronda do Quarteirão, cada dia, está aumentando o seu contingente e área de atuação, diminuindo o índice de periculosidade em Fortaleza e regiões que já mereceram sua proteção. Como foi dito no início, é impossível cortar o mal pela raiz, todavia sente-se na sociedade a sensação de alívio e segurança quando nos deparamos com as Hiluxs do Ronda, principalmente de madrugada, por ocasião das caminhadas no calçadão da Beira Mar. Corroborando, devemos citar o reforço policial do Raio, CPC, Força Tática etc.
Como toda instituição sócio-profissional, na área militar também surgem desvios de conduta, contudo são casos isolados que não comprometem a corporação no todo.
João Barbosa - Advogado e memorialista / O Povo