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/ POLíCIA

26/08/2010 - 07:23:41

'É um alívio. Ele vai pagar pelo que fez'

 07/02/2012
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Os pais e avós de Alanis não conseguiram assistir ao início do julgamento. Os avós tiveram que ser medicados.



A mãe, Ana Patrícia Laurindo, 27, deixou a sala na primeira meia hora do julgamento, justamente no momento em que o juiz lia a denúncia do Ministério Público, descrevendo em detalhes o assassinato de sua filha. Soluçando, ela gritou: “Desgraçado!”, e amparada por um parente, retirou-se. O pai de Alanis, Adairton Oliveira, 26, saiu logo depois, quando teve início o interrogatório do réu.

Os avós maternos e a vó paterna também deixaram o tribunal nessa primeira etapa do julgamento. A família se recolheu numa sala reservada e recebeu atendimento médico. Todos os avós foram medicados porque estavam com a pressão arterial elevada. “A gente nem sabe direito o que sente. É ódio, raiva, daqui a pouco a gente se sente tão frágil. É muito difícil olhar para a cara dele”, disse Adairton.
 
Uma amiga monitorava as discussões na sala de julgamento para ver quando a família poderia entrar. Depois da leitura do laudo, eles voltaram para a sala, já perto de 16 horas. Patrícia chorou muitas outras vezes, abafou os soluços numa toalha de rosto e demorou a tirar os óculos escuros. Sentados no meio do auditório, a família e amigos vestiam uma camiseta com o rosto da menina.
 
Antes do início do julgamento, eles seguraram cartazes e faixas de protesto na entrada do Fórum Clóvis Beviláqua. No momento da votação do júri, quando todos os presentes tiveram que se retirar do tribunal, a família e os amigos formaram uma roda de oração, se abraçaram, choraram e cantaram juntos.
 
“A gente quer que ele pague e não seja solto como da outra vez. Ele não é doido não, é um maníaco. Vamos ficar sabendo se ele sair. Ele é um monstro”, disse Patrícia.
 
Na hora de ouvir a sentença, Patricia e Adairton se deram as mãos e escutaram em silêncio. “Não põe fim na nossa dor. A gente vai ter que viver sempre com a saudade e a saudade dói. Mas é um alívio. Agradecemos por ter sido rápido. Tem caso que se arrasta anos. Ele vai pagar pelo que fez”, disse Patrícia. A família foi embora junta.
 
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