Candidatos repercutem dados relativos à corrida ao Senado da segunda pesquisa O POVO/Datafolha. Assessoria de Pimentel (PT) diz que subida da chapa de Cid (PSB) é %u201Cnatural%u201D e acredita na virada da dobradinha Eunício/Pimentel até o dia 3 de outubro.
O candidato ao Senado pelo PT, José Pimentel, disse, por meio de sua assessoria, que o crescimento na pesquisa O POVO/Datafolha da chapa que forma com Eunício Oliveira (PMDB) se deve ao bom desempenho da coligação no horário eleitoral gratuito.
Segundo a assessoria, o resultado da pesquisa foi recebido com “naturalidade”. “A subida retrata o momento em que iniciou a propaganda na TV. Com uma semana o Tasso (PSDB) caiu e a nossa coligação subiu”.
O comitê de Pimentel também avaliou a queda de sete pontos percentuais de Tasso como “grande, considerando que só tivemos três programas de senador (no horário eleitoral)”. “Daqui a pouco, os eleitores do Ceará vão perceber a importância da turma do Lula. Acreditamos que a coligação de Cid pode eleger os dois senadores”, completa a assessoria.
Tasso cumpriu agenda de campanha no Interior do Estado durante o fim de semana. A assessoria do candidato não havia se comunicado com ele até a tarde de ontem. Por isso, não comentou os resultados da pesquisa
O POVO/Datafolha. A assessoria de Eunício não atendeu aos telefonemas até o fechamento desta matéria.
Resultado
O candidato à reeleição Tasso Jereissati, apesar da queda, ainda lidera com folga a corrida por uma cadeira no Senado. Ele caiu de 59% na pesquisa realizada entre os dias 14 e 15 de julho para 52% na consulta feita em 24 e 25 deste mês.
Já os principais adversários de Tasso, Eunício e Pimentel, subiram na pesquisa. Eunício saiu de 24% para 31%; Pimentel, de 24% para 27%. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, ambos estão tecnicamente empatados.
A assessoria de Pimentel acredita que até o dia das eleições, 3 de outubro, é possível virar o jogo e eleger a dobradinha Pimentel e Eunício.
Pequenos
O candidato Polô (PV) se manteve em 1%. Ele considerou seu desempenho positivo. “Fui o único candidato entre os pequenos que não caiu”, avalia. Para Polô, é difícil se manter após o início da campanha na TV, considerando que tem pouco espaço para sua propaganda.
Raquel Dias, candidata pelo PSTU, caiu de 6% para 3%. Ela atribui a queda também ao pouco espaço que tem na TV.
A candidata diz que a oscilação negativa era esperada, “pois não tem tempo de desenvolver as ideias”.
Apesar da queda, Raquel Dias diz que os três pontos são “bem-vindos” e comemorou o fato de manter-se em quarto lugar na corrida ao Senado.
(André Teixeira, especial para O POVO)